Abrimos mão dos nossos sonhos por medo do novo, do desconhecido. Ousar chega a ser um verbo proibido, afinal, sair da segurança do seu ninho é perigoso, abrir mão do que se tem em nome de qualquer outro sentimento que não seja o de se sentir seguro, é considerado por uns como um verdadeiro ato de loucura. Nos cobrimos de indiferença e egoísmo para não ver que nós mesmos e até mesmo a vida, pede algo muito além do que estamos dispostos a dar. É mais fácil fingir que não vemos as necessidades dos outros, não somente a falta do que é material, mas especialmente a falta daquilo que é indispensável: O alimento da alma.
outubro 07, 2009
SOMENTE REFLEXÕES
Abrimos mão dos nossos sonhos por medo do novo, do desconhecido. Ousar chega a ser um verbo proibido, afinal, sair da segurança do seu ninho é perigoso, abrir mão do que se tem em nome de qualquer outro sentimento que não seja o de se sentir seguro, é considerado por uns como um verdadeiro ato de loucura. Nos cobrimos de indiferença e egoísmo para não ver que nós mesmos e até mesmo a vida, pede algo muito além do que estamos dispostos a dar. É mais fácil fingir que não vemos as necessidades dos outros, não somente a falta do que é material, mas especialmente a falta daquilo que é indispensável: O alimento da alma.
setembro 16, 2009
POESIA APENAS...

Vim para dizer uma palavra e devo dizê-la agora. Mas se a morte me impedir, ela será dita pelo amanhã, porque o amanhã nunca deixa segredos no livro da Eternidade. Vim para viver na glória do Amor e na luz da Beleza, que são reflexos de Deus.
Estou aqui, vivendo, e não me podem extrair o usufruto da vida porque, através da minha palavra atuante, sobreviverei mesmo após a morte. Vim aqui para ser por todos e com todos, e o que faço hoje na minha solidão ecoará amanhã entre todos os homens.
O que digo hoje com apenas meu coração será dito amanhã por milhares de corações.
~ Gibran Kahlil Gibran ~
Em dias em que as palavras estão secas e que os sentimentos já não calam os corações , deixando um vazio muito grande e infinito que doí na alma, uma busca incessante por algo que já se perdeu simplesmente como o vento que passa e não volta mais...Em dias assim, em que tudo que se quer é falar, ler, e sentir o amor e a esperança, eu escrevo sobre Kahlil Gibran o poeta que como poucos deixou para o mundo muito mais que poesia, deixou amor, paz, esperanças e sabedoria.
Seu nome completo é Gibran Khalil Gibran nasceu no Líbano no final do século XIX, terra então dominada pelo Império Turco Otomano, há milênios conturbada e há milênios preocupada com o fenômeno filosófico e religioso. Com o crescimento do perigo fascista para a região, lá conhecido como “sionismo”, mudou-se para os EUA, ali radicando-se desde o início do século passado e tornando-se uma das principais referências intelectuais para o conhecimento da alma do povo muçulmano, druso, maronita ou cristão ortodoxo em geral, libaneses em particular. Em uma opinião particular, os escritos de Gibran trazem sempre alguma mensagem importante para nós, algo que nos marca o horizonte existencial por toda uma (ou mais) existências. A obra de Khalil Gibran é uma homenagem à devoção pelo belo e pela arte, que Gibran soube tão bem nos transmitir...
Eu estou vivo como você. E de pé a seu lado.
Feche os olhos e olhe ao redor, e me verá.
Ele escreveu coisas maravilhosas, e sua literatura e arte ímpares espalharam-se, traduzidas por mais de 30 países. Gibran manteve sempre seu sublime e independente culto ao espírito e aos ditames da ética.
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Para aqueles que o lêem pela primeira vez, pode-se acentuar que ele combina as mais elevadas e vívidas percepções da realidade espiritual com uma poesia adornada e absolutamente individual.
Sua originalidade e poder conquistaram a admiração e até mesmo o fervor de milhões de leitores, em dezenas de línguas. Gibran também conquista quase igual reputação como pintor. Seus desenhos e pinturas eram expostos periodicamente pelas metrópoles mundiais. Quando o grande Rodin quis que lhe pintassem o retrato, Gibran, que era comparado a ele e a William Blake, foi o artista escolhido.
No mundo ocidental, esse poeta, filósofo e artista chegou a ser chamado de "o Dante do século XX". Para seus admiradores do Oriente Médio, ele é o Amado Mestre.
Gibran morreu em 10 de abril de 1931, no Hospital São Vicente, em Nova York, no decorrer de uma crise pulmonar que o deixara inconsciente.
E com a palavra, o Grande Poeta...
~ Os Filhos ~
(Do Livro "O Profeta")
Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos."
E ele falou:
Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo__________
Ninguém é capaz de conviver sozinho com a beleza que é capaz de perceber. E quanto a nós, que buscamos o Absoluto, e que construímos um jardim usando a nossa propria solidão, a Vida nos deixou a imensa paixão para aproveitar cada instante,com toda a intensidade.
- Gibran Kahlil Gibran -
- 1883 - 1931 -
Fonte de Pesquisa: Star News Kahlil Gibran
setembro 01, 2009
A 70 ANOS ATRÁS
Foto: Wikipédia..." A decisão de qualquer guerra nem sempre deve ser considerada como um caso absoluto: Muitas vezes o Estado vencido vê na sua derrota um mal transitório, a que as circunstâncias políticas ulteriores poderão fornecer um remédio"...
agosto 21, 2009
O MEU SONHO MAIS BONITO
agosto 10, 2009
DAS MUITAS INFIDELIDADES
Pela primeira vez na vida percebi que eu andava bem certo nas reflexões as quais me dedico desde que me separei no início do século XXI. Diante daquilo que o programa apresentou aos telespectadores, tive a absoluta certeza de que grande parte das relações conjugais são, em verdade, relações marcadas pelo ódio recíproco e longe estão do amor.
Somente uma pessoa que odeie fortemente a outra é capaz de trair e ainda se vangloriar diante das câmeras por fazê-lo.
Apenas uma mulher absolutamente prepotente é capaz de se referir ao "marido" com tamanho desprezo e ainda assim admitir que continuam morando sob o mesmo teto.
O mesmo se aplica ao homem que se orgulha dos muitos casos que mantém fora do casamento, deixando transparecer que considera a "esposa" como um objeto de decoração.
Faz tempo que levantei a bandeira de que relacionamentos dilacerados devem ser interrompidos logo de uma vez. Se a pessoa não é capaz de ser fiel, que pegue a sua mala e ganhe o mundo. Se a pessoa odeia tanto assim ao cônjuge, que pelo menos tenha a dignidade de romper, vez por todas, o laço jurídico, econômico ou psicológico que a aprisiona ao outro.
Relações de ódio não fazem bem algum para quem quer que seja. Consistem em relacionamentos formais e ilusórios que, ao final das contas, só faz mal e muito mal mesmo. Os filhos do casal - se for o caso de terem filhos - não se sentem seguros, não se sentem bem e não são felizes diante do estado de coisas que se não têm certeza ao menos deduzem que existe. Pior que isso: marido e mulher são igualmente infelizes, guardando mágoas um do outro, cultivando ressentimentos mútuos, agredindo e sendo agredidos o tempo todo.
Verdadeiramente perduram apenas aqueles relacionamentos sinceros, profundamente marcados pelo carinho e dedicação, atração sexual e prazer mútuos: espécie de verdadeira adoração que um cônjuge nutre pelo outro.
Relações de amor sobrevivem porque são empolgantes, construtivas, interessantes e caracterizadas pelo profundo envolvimento de suas personagens a tal ponto de não se saber exatamente onde começa a visão de uma e onde termina a visão da outra. Há independência de opiniões, plena liberdade de pensamento, mas tudo é motivo de enriquecimento intelectual conjunto porque não existe censura nem segredos, eis que duas pessoas acabam se convertendo em uma: ocupantes dessa imensa máquina chamada amor verdadeiro, primeiro passo para a compreensão daquilo que é o amor divino.
Quem ama de verdade enaltece o ser amado.
Quem ama de verdade compreende as alheias limitações.
Quem ama de verdade ajuda o ser amado a ser feliz.
Quem ama de verdade faz amor porque fazer amor é ótimo e nenhuma "dor de cabeça" é mais importante do que beber na fonte fecunda do amor compartilhado.
Quem ama de verdade não troca a esposa pelos amigos de bebedeira.
Quem ama de verdade se diverte junto com a esposa ou o marido porque quem ama não desagrega nunca: quem ama não segrega o ser amado.
Pensei nisso ao assistir uma reportagem que noticiava a triste realidade de pessoas que não sabem o que é o amor, não se respeitam e não aprenderam o maior segredo sobre a felicidade conjugal: quem ama de verdade ama de fato e demonstra isso o tempo todo em face do prazer que sente por estar usufruindo da companhia do ser amado, por isso não tem necessidade de trair e sabe que trair ao cônjuge significaria trair a si mesmo.
julho 26, 2009
MARCAS NA PELE
julho 14, 2009
DIOCLECIANO
julho 08, 2009
BOLA OU BONECA
Assim preteridas pela esperança de futuro melhor, bola e boneca restaram olvidadas num canto qualquer do longínguo passado daquilo que um dia fomos.
Então crescemos saltando diretamente do pretérito para o futuro, imensamente gratos por fazer a barba ou depilar as pernas, repletos de sonhos de prosperidade, desesperados pelo sucesso, carentes de afeto, ansiosos por constituir fortuna, família e glória.
Tanto é assim que marcamos presença adquirindo espaço próprio, amealhando conquistas, acumulando vitórias e frustrações enquanto testemunhamos fios de cabelo que caem ou embranquecem.
Tudo isso para num desses tantos domingos desprovidos de sol, num tempo qualquer de um futuro em que pouco se nos dá se fizemos a barba ou depilamos as pernas, ouvindo o som distante da TV que deixou de merecer nossa exclusiva atenção tanto quanto tantas outras coisas menos importantes que perderam a graça original, muito mal acomodados na poltrona em que cultivamos nossas dores lombares, entre encimesmados e melancólicos por conta daqueles tempos que se recusam a voltar, apenas sentimos uma quase insuportável saudade de bola ou boneca.
É nesse momento que lamentamos a ausência do presente que escorreu por nossos dedos. Simplesmente escorregou assim mesclado de sonhos, fantasias e esperanças de outrora.
junho 10, 2009
BESOURRICES
Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã....
Rotina que consome a gente por dentro, sugando as entranhas, liquidando a vontade de viver, arriscar, tentar o novo em substituição ao antigo hábito que já se obsoletou por excesso do mesmo uso freneticamente diário. Algo assim de uma dialética menos confusa que a hipocrisia fundou para por odor de perfume novo na idosa flor. Essas rupturas internas, lotadas, que nos consomem sem que se permita que o outro perceba o que de fato somos.
Bons besouros, vamos levando nossas malas de pesado passado, arqueados pela força do vento da vida que pretende nos empurrar sabe-se lá pra onde ou porque, impulsionando nossas diferenças, inconstâncias e incongruências diretamente contra as nossas faces. Faces rasgadas pelos sulcos cavados com o pó do tempo, esta estranha pá da vida que pretende sempre nos afundar algo mais dentro de nós mesmos até fazer emergir aquilo que somos para perceber quanto estamos egocentricamente submersos.
Nem percebemos tanto peso. Apenas carregamos.
Carregamos casamentos falidos.
Carregamos desesperos sentidos.
Carregamos o passado.
Vez por outra até esperamos que a morte nos carregue para longe daqui, longe do dia, longe do frio, longe de tudo, principalmente longe, mas muito longe, de nós mesmos.
Talvez para ser diferente é que a gente tende a fazer tudo sempre igual, apesar de fazê-lo de outro modo, noutra parte, repleto de novas esperanças.
Quem sabe porque nesse tanto de peso algo haja realmente tão nosso, especial e único, que o simples fato de continuar fazendo aquilo que sabemos tenha o condão de nos fazer cada dia mais feliz.
Ou porque somos besouros rebelados contra o sistema.
Ou porque aprendemos a carregar o próprio peso.






